Já afirmei que sou apaixonado pela História do meu Estado, porém, não estou aqui para defendê-la enquanto bonita; Estou para tratar de uma construção histórica, que nos torna um grande Estado produtor de connhecimento.
Dessa forma, venho lembrar do fim da escravidão no Ceará, que ocorrera quatro anos antes que a brasileira; Com grande marco para a CIDADE de REDENÇÃO e o CHICO DA MATILDE, Vulgo Dragão do Mar.
Devemos lembrar, que nossa PROVINCIA, não teve a economia voltada para o açucar, café ou ouro, digo, em longa escala. Pois essas culturas foram as que mais precisaram do TRABALHO DOS CATIVOS. Nossa economia estava centrada no BINOMIO, Gado-Algodão, onde no primeiro era usada a mão-de-obra do VAQUEIRO pelo sistema de quarteação (4x1), onde a cada 4 bezerro nascido um era do vaqueiro, sendo assim um trabalho remunerado, e no ALGODÃO, trabalhava-se em característica de MINIFUNDIO. Nesses, as próprias familias eram detentoras da produção e do produto. Concluindo assim, a não necessidade de uma vasta mão-de-obra NEGRA.
O QUE FOI MOVIMENTO DE FATO
Com a pequena greve feita por CHICO DA MATILDE que era transportador de escravos vindouros da ÁFRICA, para as demais provincias do Brasil e sua ida para o Rio de Janeiro por mar,( Onde recebe a alcunha de DRAGÃO DO MAR) sendo ele recebido pelo IMPERADOR D. Pedro II, os movimentos para o fim da escravidão no Ceará ganharam força.
Os clubes abolicionistas com um misto de intelectuais e proletários iniciaram um fecundo trabalho para acabar com a ESCRAVIDÃO no nosso Estado. Onde começou a lograr êxito na CIDADE DE ACARAPE no ano de 1993, passando aquela localidade a se chamar Redenção, hoje um dos Municpios Cearense.
A marçonaria junto com algumas Sociedades Libertárias aderiram ao movimento que depois tornara fatídico em 1984. O Ceará passa a receber a denominação TERRA DA LUZ, pois o Sol que é representação maior da liberdade, faz resplandecer o fim da escravidão no Ceará.
domingo, 16 de maio de 2010
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