Ontem participei pela 5a vez, desse Festejo que descreverei, onde, inicio fazendo parentêses, afirmando que dessa vez fui com um olhar profissional, me envolvendo mais na parte cultural e religiosa, que no lado da diversão como nas visitas anteriores.
Pela manhã, não muito cedo, inicia-se a alvorada festiva e um cortejo cultural pelas ruas da Cidade, essas ruas, para quem nunca visitou Barbalha, lembra muito o período Imperial e iníco da República brasileira, o ar da tradicionalidade paira sobre os arredores. Tais apresentações, misturam danças medievais européias com o incremento regional do povo caririense, formando uma "Pangea Cultural"; que não adianta detalhar aqui, pois cada uma delas é tema para pesquisa de mestrado e doutorado.
Esse é o início da preparação para o CORTEJO DO PAU DA BANDEIRA, que sedinho inicia-se em um sítio a 8km da CIDADE.
INDO DIRETO AO ASSUNTO
É muito fácil saber dentre as mais de 300 mil pessoas, quem são BARBALHENSES natos;
POR QUÊ?
Primeiramente os MUNICIPES, localizam-se em frente a Igreja do ROSÁRIO, nas casas da RUA DO VIDEO, e na IGREJA DA MATRIZ. No decorrer do cortejo quando aquele tronco é posto ao chão ou erguido pelos carregadores, você observa a emoção nos olhares e nos braços erguidos daqueles poucos indivíduos, que cantam o padre-nosso ou como sussurram um pequeno trecho do Hino de Sto Antônio.
Certa vez, um amigo classificou aquele momento como mistura do religioso com o profano. Porém, defendo a grande maioria dos BARBALHENSE, pois esses estão voltados muito mais para o religioso e menos para o profano, o que ocorre o inverso com os visitantes.
A autenticidade existe até nas escolhas das apresentações artísticas, sendo essas a maioria da região. Fiquei em frente a IGREJA DO ROSÁRIO no início, para ver a entrada do CORTEJO, antes, LUÍS FIDÉLIS cantava suas PRÓPRIAS músicas de um forró eletronizado, porém, sem as malícias atuais, mas sim, reveladores de paixões e momentos autênticos.
VOLTANDO AO FOCO
Seguindo o cortejo pela rua do Video até a Igreja da Matriz, onde fui esperar para o asteamento da bandeira, observamos a velha mística das MULHERES pegar ou esfregar-se ao PAU DA BANDEIRA, ajudadas ou forçadas pelos CARREGADORES; pedindo ao SANTO um noivo e FUTURO bom MARIDO. Tradição essa que é mantida, e que as vezes apelam até para uma raspinha do TRONCO para fazer um chazim e arrumar seu CABA.
Em conclusão aos escritos desorganizados, pois há muito assunto em minha cabeça no momento e me falta articulação para resumi-los devido sua complexidade, AFIRMO que essa FESTA que é patrimônio IMATERIAL DA HUMANIDADE, é tão envolvente quanto um inicio de NAMORO. Vai uma vez a casa da namorada e depois quer ir todo dia.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário